segunda-feira, dezembro 12, 2005
inauguro pela primeira vez uma seção formal neste blog, agora que voltei a escrever sobre ele. O motivo é mui simples; dia destes, no mercado público, peguei-me a analisar um pastel de um bar qualquer daqueles, e a compará-lo com os outros pastéis que comi recentemente. Como pastéis demais, em muitos lugares diferentes, pensei certo dia em elaborar um ranking dos melhores da cidade. Por que não criar uma coluna sobre isso, em algum lugar qualquer? Que seja este lugar meu blog, então. Será minha primeira coluna, e gastronômica, apesar dos meus 61 kg.
Pois, a pastelaria que inaugura a seção hoje é a
[pastelaria Vida Nova]
localizada no Mercado Público, do lado do Gambrinus, defronte ao fim da Borges.
Os pastéis do Mercado, nas lancherias que costeiam o Largo Glênio Peres, são pastéis de acompanhar chope. Pequenos, torrados, muito quentes, de recheio delicioso porém caros, e não matam a fome. Inclusive existe uma lancheria que faz pastéis de siri inacreditáveis, mas sempre com esse inconveniente do preço e do tamanho.
Hoje estava a fim de algo que matasse a fome, imaginei que teria de sair dali para procurar algo. Achei por uma daquelas portinhas mágicas esta pastelaria, Vida Nova, que oferecia um carne-ovo-azeitona + café por 2,90. Confiei no taco deles quando vi as modalidades - médios, especiais 20x22 e pastéis tamanho xis (!). Pedi um médio, com Ice Tea, carne-ovo-azeitona.
É feito com aquelas massas quadradas e tem um recheio bem interessante. O guisado de dentro é bem molhadinho, embora não gorduroso. Tem de fato uma fatia grande de ovo cozido dentro, o que conta pontos embora seja bastante comum. A peculiaridade é que tem uma azeitona inteira dentro, dessas com caroço. Isso seria ruim não fosse o fato das azeitonas com caroço serem muito mais gostosas que as outras. É inconveniente tirar um caroço, claro, mas vale pelo sabor. A mostarda é igual à todas as outras do mercado - politicamente correta. Nem muito forte, nem muito fraca, meio aguada mas consistente e com ervinhas. Sem graça, mas uma boa companhia.
Destaque para o atendente, que perguntou se eu queria um pastel MUITO quente (feito na hora) ou mais ou menos (para devorar mesmo). Pedi um mais ou menos pela fome.
Claro que todos sabemos que a fome é a melhor das cozinheiras, eu não comia desde o almoço, eram 19h e tinha acabado de comprar quitutes na banca do holandês. Ainda assim, por ser o único pastel "mata-fome" do Mercado Público e ser de boa qualidade, merece uma nota 8.
Em breve, mais sobre pastéis e afins. Como o do Tim e o do Café Haiti, vizinhos da Otávio Rocha.
luís felipe posted at 21:21