sábado, julho 03, 2004
Ontem rolou a Festa à Fantasia. Pra muita gente foi bem divertido, mas a primeira coisa que consigo lembrar da festa foram as confusões que deram por conta de pessoas bêbadas. Lembro de ter visto duas pessoas sangrando, uma delas era um cara que foi recolhido ao nosso bar, se não me engano a Karine tomou conta dele. Deu uma briga na saída também, um cara ameaçou as pessoas do bar e foi levado pelos seguranças, bem como algumas pessoas desconhecidas se pegaram a socos na saída. Sinceramente, é meio difícil falar de coisas boas na festa com tanta loucura. Mas aconteceram coisas boas sim, imagino que muita gente se divertiu com a festa mais tradicional da FABICO.
Ainda tem a história dos lucros. Não foi encontrada uma solução para o problema, o lado das pessoas que querem ficar com a grana é tão irredutível quanto o das pessoas que querem doar a grana para a biblioteca e o LICO. No meio disso tudo, há muitos palpites, fofocas, pessoas falando mal umas das outras, casos de verdadeira hipocrisia e filhadaputice que eu tive o desprazer de presenciar. Não é preciso dizer que boa parte do espírito da festa foi deturpado por essas indisposições.
Isso indica o seguinte: por mais que a opinião de algumas pessoas prevaleça, o conflito já foi desencadeado. Foram criados verdadeiros desafetos entre algumas pessoas do 2º semestre que só tendem a piorar. O princípio disso tudo é no fato dessas pessoas assumirem uma posição totalmente oposta e não aceitarem ceder em nenhum aspecto. Há um outro problema, que está em certas pessoas "irem na onda" e não definirem uma opinião própria sobre o assunto. É exatamente como a política: o congresso é dividido entre situação e oposição, e são poucas as pessoas que assumem uma posição de acordo com seus ideais, independente do partido que está no governo.
Depois de muito pensar, defino minha idéia, que é a mesma que a Fafá disse na aula: quem quiser o lucro e acha que merece, fique com ele; quem não quiser, doe sua parte. Quem acha que têm de dividir o lucro em cotas de trabalho e se acha no direito de julgar quem trabalhou menos ou mais, que se entenda com os outros que vão lucrar. Quem acha que ficar com o lucro é injusto, que comece por si mesmo e pare de provocar intrigas.
Há muito mais coisas pra se preocupar dentro da faculdade. Como por exemplo, a greve. O que os DA's e o DCE farão a respeito da greve? A maior parte dos estudantes se posicionam contra, mas os órgãos que representam os estudantes parecem o tempo todo que vão esperar o início da paralisação para tomar uma atitude. Dentro da nossa turma: alguém planeja tomar alguma atitude quanto à professora de Teoria de RP? Quais os motivos pelos quais ela simplesmente ignorou por todo um semestre a ementa da cadeira e resolveu jogar vários créditos para o alto em sorteios, trabalhos repetidos e faltas? Os novos currículos já estão prontos? Quando serão aplicados? A entrega do material de matrícula será impedida se a greve continuar? O que pensam os professores? Isso sem contar os montes de trabalhos e provas finais.
Não sei vocês, leitores fabicanos, mas pra mim o assunto da festa, dos lucros e da organização está encerrado. Agora é se incomodar para passar em todas as cadeiras. Isso se a professora de economia esquecer das minhas faltas...
o título: é motivado pelo fato de carregar caixas sem fazer alongamento.
a trilha sonora: é o CD Bebadosamba do Paulinho da Viola. Destaco essa faixa:
AME
Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão, não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade, sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar.
Porque se negar
Com tanto querer
Porque não se dar, porque?
Porque recusar, a luz em você
Deixar pra depois chorar, pra quê?
Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer...
acho que não é preciso dizer que lembrei da gatinha de olhos azuis quando ouvi essa música.
AH!, minha mãe acabou de ir ao show do Roberto Carlos. Fico feliz por ela.
luís felipe posted at 19:30
um dos poucos poemas otimistas que escrevi - canção de glória.
Que das noites lindas desta lua
Surja um clarão de céu e de bondade
O amor, ser imenso das venturas.
Vibrará nos céus por toda a eternidade.
Sonho com uma luz crescente
Vindo a mim e revelando o infinito
Nos beijos da ninfa vejo presente
O esquete do meu sonho mais bonito
Alcanço o Éden mais magnífico
E serei sempre melhor do que sou agora
Ígnea virtude de um lindo querer
Lá nem o mais triste dos homens chora
Vôo feliz por ser imortal
Caio, levanto, sorrio em silêncio.
Feliz é o que sente tudo por querer
Palavras inexistem; o falar d?alma é denso.
Total será aquele que alcançar
O poder da Mesquita do Encantamento
Nada nos mundos será mais intenso
Que o seu ser, onipresente como o vento.
Não encerrará jamais o seu trabalho
Ao descansar, sua luz iluminará os céus.
Sorridente a lua então te acordará
Despindo o dia em todos os seus véus
Findarão-se então todas as maldições
Máscaras se quebrarão num supremo amanhecer
Poderei enfim nas nuvens me deitar
Comemorando o mal de todo arrefecer.
E neste dia, haverá vida pra quem vive.
Cura e amor pra quem de dor padece
Alegria pros que de desgosto vivem
E sabedoria, virtude de quem merece.
Comandarão o mundo então os sentimentos
De amor, fé, certeza, justiça e paz.
Quando acordo, vejo a vida toda fluindo
E percebo que é preciso muito mais.
luís felipe posted at 17:41
quinta-feira, julho 01, 2004
faltam apenas 8 visitas para que a .loja.do.subsolo tenha DEZ MIL visitas.
os organizadores bem que poderiam fazer uma promoção.
ah, e eu cheguei ao post nº 199, não que isso vá interessar alguém.
luís felipe posted at 00:06
quarta-feira, junho 30, 2004

Flamengo 0x2 Santo André, no Maracanã, 72 mil pagantes. Santo André campeão da Copa do Brasil.
O maior rival do São Caetano faz em uma final a façanha que o São Caetano não conseguiu em três, duas de Brasileiro e uma de Libertadores.
pra ficar na história.
luís felipe posted at 23:59
segunda-feira, junho 28, 2004
Esse blog inspira contos alheios, que maravilha! O que a Fernanda disse foi só mais um dos belos momentos desse dia. Um dia onde muita coisa deu certo, a bem da verdade. As aulas da manhã foram leves. A Ju não foi à aula pra terminar o livro, eu passei na casa dela e aproveitei pra dar uma relida nos polígrafos de semiologia enquanto ela fazia a arte-final.
Ao que ela mandou a obra pra gráfica, tri feliz, fomos almoçar no Ilha Natural, um restaurante vegetariano na Gen. Vitorino. Um dos meus pratos foi a iguaria de massa, amendoim, bife de proteína à milanesa e molhos, ao sugo e branco. MUITO bom. Cada vez eu sou mais fã da comida vegetariana.
Nada melhor do que começar bem uma semana que promete ser desgastante.
mea-culpa, agora em público.
Eu fui muito duro com uma pessoa que gosto. Não sei se foi defesa ou algum ressentimento mal-resolvido, mas certamente foi uma daquelas minhas atitudes infantis onde bato a cabeça na parede e depois peço desculpas. Mais uma vez eu peço desculpas. Não tenho direitos nem questionamentos sobre a felicidade de NENHUM dos meus amigos. Tem assuntos que precisam de momentos adequados pra serem discutidos.
comunidade:
a campanha assume dimensões MUNDIAIS agora.
música:
Led Zeppelin - todo o quarto álbum, mas especialmente When the Levee Breaks.
fato:
Lori Sandri demitido. Será que a direção do Inter quer ganhar alguma coisa? tomara.
luís felipe posted at 23:17
edição 22 (número do código penal para insanidade mental) da .loja.do.subsolo com os dois contos vencedores do concurso Ecos do oitavo andar.
luís felipe posted at 00:25
domingo, junho 27, 2004
os meus fins de noite têm sido bizarros nos últimos anos.
ontem saindo do Guanabara Rocket (onde rolou o show atípico dos Semoventes; reencontrei o Luís Alexandre, grande amigo dos tempos de CAp com quem não falava há muito tempo; ouvi uma performance muito boa de November Rain da banda do Marcelo, namorado da mariana vampira, antiga amiga de ICQ; conheci a Cristina, que em breve será vista nos links e na FABICO) pensei em pegar um táxi para ir até a praça Parobé e pegar aquela lotação amiga que me deixa na frente de casa.
quando atravesso a rua, passa fincado um "madrugadão restinga" em direção ao centro e num daqueles impulsos sem noção, me largo correndo pra pegar o ônibus. Chego no coletivo.
"Vai pro centro?". "Vai, vai. Pára na Borges". Beleza, dali era só caminhar um pouquinho para chegar no terminal das lotações. Fui passar pela roleta. Dei dois reais pro cobrador. "Bah, não tenho moeda...deixa um pila aí e desce na frente". Maravilha. Cheguei em casa pagando exatamente 3 reais e vinte centavos.
Vesgo de fome, resolvi preparar uma janta. Quatro e pouco da manhã, fiz uma miojo amiga e misturei queijo, uma mortadela temperada muito boa, mostarda e azeitonas. TRI bom. Mas fiquei sem condições físicas de lavar a louça. Pra não atolar a mãe de coisas pra fazer, botei o relógio pra DESPERTAR de manhã e acordei só pra lavar as panelas e pratos.
O dia que eu tiver carro e morar perto dos lugares onde vou, esses finais de noite não terão a mesma graça.
pra rir, ou pra chorar:
triálogo que minha irmã presenciou ontem:
1- Ah, com esse cara tem de ser tudo no inho...coitadinho, pequeninho, porque ele é baixinho...
2- É, tem de ser tudo no genuíno.
1- Ãh?
3- Não, não é genuíno, é gerúndio.
1- Que gerúndio? É DIMINUTIVO!
2- Ah, claro. Gerúndio é o filho da vaca.
3- Não seria novilho?
luís felipe posted at 14:08