sábado, janeiro 22, 2005
Paz: em assuntos internacionais, um período de trapaça entre dois períodos de guerra.
Dor: uma reação desconfortável da mente que talvez tenha alguma base física em algo que é feito ao corpo, ou talvez seja puramente mental, causada pela boa sorte de outra pessoa.
Ciúme: preocupação imprópria sobre a preservação daquilo que pode se perder apenas se não vale a pena manter.
Panteísmo: A doutrina onde tudo é Deus, em contradição à doutrina em que Deus é tudo.
Língua: A música com a qual fascinamos as serpentes que guardam o tesouro de outro.
Longevidade: extensão incomum do medo da morte.
Mágica: a arte de converter superstição em dinheiro. Existem outras artes servindo ao mesmo propósito, porém o discreto lexicógrafo não as nomeia.
Louco: Afetado com um alto grau de independência intelectual; inconformado com os padrões de pensamento, discurso e ação derivados pelos conformistas pelo estudo deles mesmos; estranho à maioria; em poucas palavras, pouco usual. (...)
Matar: criar uma vaga sem denominar o sucessor.
luís felipe posted at 16:22
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Gabriela - Tu tem pai?
eu - Tinha, era o vovô Gilberto.
Gabi - tá lá no céu, né?
eu - aham.
Gabi - mas não tem escada, como é que se chega lá?
luís felipe posted at 15:07
quinta-feira, janeiro 20, 2005
No reino do clã Sarney
Em São Luís, no Maranhão:
- O camarada nasce na Maternidade Marly Sarney, é atendido no Posto de Saúde Marly Sarney, mora nas vilas Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney, estuda nas escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney, faz pesquisas na Biblioteca José Sarney, reclama das contas públicas no Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney, entra e sai da cidade pela Rodoviária Kiola Sarney, aonde chega pela Avenida José Sarney depois de atravessar a Ponte José Sarney.
- Se alguém ficar incomodado com esta demonstração oligárquica, sempre pode apresentar uma denúncia. Basta dirigir-se ao Fórum José Sarney, onde, na sala de imprensa Marly Sarney, será encaminhado à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.
Na ZH de hoje.
músicas: The Spirit of Radio - Rush
A Pillow of Winds - Pink Floyd.
luís felipe posted at 22:02
terça-feira, janeiro 18, 2005
Hoje esse blog está fazendo oficialmente um ano de vida. Ali nos arquivos vocês vão ver que o início dele está em 28/12, mas na verdade o primeiro post data de 18/01. Problemas de registro de nascimento, que todos têm.
Eu tinha prometido um novo template para o aniversário, talvez o faça hoje à noite.
Gostaria de dizer que é muito legal ter um espaço para escrever e interagir com as pessoas. Tenho ainda o privilégio dos leitores, não muitos, mas em 95% das vezes pessoas inteligentes, simpáticas, agradáveis. Isso certamente é o que me motiva a escrever essas bobagens há um ano.
Acho que a razão de ser do blog é a mesma razão de ser da escrita: a satisfação pessoal, acima de tudo. Aquele orgulho de ler várias vezes o que escreveu porque sabe que foi bem legal. A questão dos leitores, do aprimoramento estético, isso tudo não muda tendo um blog, um livro, uma coluna. Tu te importa com os leitores se no teu comportamento diário a opinião dos outros sobre as tuas coisas é importante. Tu te importa com a estética se no teu dia-a-dia detalhes estilísticos são importantes, assim vai indo. Nâo é uma questão exclusiva das letras ou de qualquer manifestação do gênero.
Bom, são clichês demais para um mesmo post, mas o dia do aniversário é repleto de clichês mesmo. Quantas vezes vocês não ouviram as mesmas palavras (paz, amor, saúde,felicidade) nos seus cumpreanos?
Seja como for, obrigado a vocês por esse ano.
luís felipe posted at 13:42
Por que desmontar a árvore de natal?
Montá-la é um saco, mas uma vez inserida no contexto da sala, ela é linda.
Aquelas bolinhas brilhantes, aquelas carinhas alegres de papais noéis e outros adornos...tipo, dá uma vida, uma nova coloração à sala.
Eu arrumei quase toda a casa mas ainda não tive coragem de desmontar a árvore. Nem tirar a toalha natalina de cima de mesa. Que coisa sem graça ter uma toalha...branca. Com uma mesa branca, os azulejos brancos, o balcão branco, o freezer e a geladeira brancos.
Bom, não adianta, o meu estômago me obriga a comer alguma coisa. Mas eu gostaria muito de uma explicação estética para desmontar a árvore de natal.
(ouvindo Rush, tinha esquecido o quanto gostava dessa banda.)
luís felipe posted at 13:37