sábado, março 19, 2005
Acho que foi na década de 70 que inventaram aquele lance de acender o isqueiro quando o artista tocava uma balada. Ouvi falar certa vez que inventaram num show do John Lennon. De fato fica uma cena bonita, porque as luzes se apagam e o spot foca no vocalista, para criar um clima romântico. O público responde iluminando o palco criando um efeito semelhante às velas.
Para isso acontecer é necessário ter isqueiros. Pois, estava eu vendo o clipe de My Immortal, do Evanescence, ao vivo, uma música bonitinha por sinal, quando fecharam o spot na vocalista. O público até tentou fazer o lance dos isqueiros, mas eram pouquíssimos, dois ou três. Lógico: na década de 70 a grande maioria dos jovens espectadores de shows fumavam.
Além de ser uma demonstração que as campanhas anti-tabagismo estão dando certo, pode ser o único benefício evidente do cigarro, criar efeitos de luz de velas em shows. Ainda assim indireto.
luís felipe posted at 19:54
quinta-feira, março 17, 2005
que tal alterar a órbita da terra?
http://www.worldjumpday.org/
luís felipe posted at 02:29
As aulas recomeçaram como se não tivessem recomeçado. Alguns dos amigos de sempre eu já via com freqüência; com outros eu conversava por estas teclas. Ah, estas teclas, de tantas virtudes e que tantos problemas me causam...enfim. Algumas pessoas não consigo mais desvincular do coração. Não são mais para mim simplesmente colegas, mas sim pessoas com quem gostaria de compartilhar minha vida, se não já o faço por quase dois anos.
Sou um cara muito duro em relação a relacionamentos, especialmente de amizade. Não confio em qualquer um e não costumo perdoar erros tão fácil. Também gosto de passar a impressão de que não dependo de ninguém. Dependo sim, dependo da minha mãe, dependo dos meus amigos que considero verdadeiros. Dependo das suas frases, das suas palavras perfeitas, daquele olhar e daquela vontade de compartilhar problemas, às vezes não é tanta mas o simples fato de ouvir já ajuda bastante. Como eu falei pra Fe esses dias, é muito ruim se agarrar nos amigos, renunciar a coisas importantes, como a família, por causa deles. Porque nunca se sabe qual é o limite de uma amizade, às vezes ele é mais curto do que imaginamos e a confiança se torna decepção. Só que o legal da amizade é isso: adquirir a confiança aos poucos e sempre se surpreender com a sinceridade, a honestidade e a semelhança que o outro tem contigo. Fora isso não é uma amizade, mas sim uma tentativa banal de enganar o outro e em conseqüência a ti mesmo.
Quando a carência se revela em alguns pontos o sentimento de perda acaba sendo revertido, coisas que não pareciam tão importantes acabam sendo. Como um jogo de futebol e uma torcida que não pára de cantar. Como uma camiseta nova. Como a comida da mãe. Como uma parada na Lancheria do Parque antes de ir pra casa. Hoje meus amigos têm uma importância para mim que nunca tiveram. Amanhã poderei me decepcionar com alguns deles e mudar o ponto de vista. Vou sofrer, é claro, porque costumo sentir rancor em doses duplas. Por mais que pareça o contrário, eu me esforço para não sofrer. Um dos esforços é desabafar de algum jeito; como não tenho a cara de pau de ligar para um amigo às três da manhã, escrevo tolices no blog e não tenho coragem de publicar depois. Porém, um dia vou conseguir aceitar que tudo tem seu tempo e não conseguirei fazer os ponteiros do relógio andarem mais rápido.
Enquanto isso, finalmente chove, faz algum frio e o botão "foda-se" continua apertado para quem acha amizade um engodo. O sentimento de amizade fica mais forte quando algo nos faz falta; nem por isso deve ser esquecido quando nada nos faz. O assunto não era sobre as aulas? Pois bem. São os horários mais caóticos da minha vida. Nunca tive de voltar para a fabico em dois turnos diferentes no mesmo dia. Nem ficar três horas lá esperando por uma aula. Tenho de lidar com isso, já que minhas expectativas de começar o semestre empregado foram frustradas.
O que é certo é que vou continuar vendendo meu coração para quem quer pagar, um dia talvez para quem possa.
Isso não é um desabafo.
É apenas uma declaração de amor terno.
Pena a minha dificuldade de tirar os pés do chão por ora.
luís felipe posted at 02:04
domingo, março 13, 2005
O problema é que todo mundo adora generalizar
quase que eu profiro essa frase agora há pouco.
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no mundo internético ficou explícita a divisão que o ser humano faz entre seus dois veículos de comunicação principais, a boca e os dedos. Os dedos são insensíveis, cínicos e racionais; a boca, por ter mais experiência, sabe a hora de engasgar. Eu gosto mais da boca, porque ela tem um entrosamento maior com o coração.
luís felipe posted at 01:17
you know you shook me baby...you shook me aaaallllll night loooooooooooooooooooongggg...
luís felipe posted at 00:57