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sábado, março 20, 2004

I would go out tonight
But I haven't got a stitch to wear


é uma pena Morrissey, porque eu estou indo.


luís felipe posted at 19:10


as pessoas fascinantes nunca querem algo a mais porque é nossa missão buscar fascínio nas pessoas comuns.


luís felipe posted at 18:41


- porque não fazer um zine? a loja.do.subsolo será o suficiente?

- porque existem ovos vermelhos e ovos brancos?


luís felipe posted at 18:36


pra quem não entendeu o último post, eu cortei o cabelo, depois de dois anos e meio deixando crescer. Foi uma decisão corajosa e higiênica, afinal eu já não aguentava mais aquele peso sobre os ombros. No universo feminino houve ampla aprovação, o que é bom, pois são elas que reparam nos caras, enfim.

ontem a mrs. fabiane bergmann, mais conhecida como fafá, comemorou seu aniversário dois dias depois da data referida, na sua casa. No dia 17 de março a moça completou 21 aninhos. Não poderia deixar de estar presente no evento, até porque aconteceu um show dos ex-rockheimers em tributo ao artilheiro rafael, também sem cabelos e no exército. As pessoas beberam, eu não. Foi bom, pois pude presenciar momentos bizarros, frases estranhas e casais surpreendentes. Fiquem sem beber vocês também.

frase memorável: "Na casa do Mineiro eram 20 pessoas amontoadas no chão. Dava uma suruba, mas nós só sonhamos com ela." Foi mais ou menos assim a frase da minha amiga Juliana, revelando o seu desejo secreto dessas noites passadas na casa dos outros.


luís felipe posted at 18:21


quinta-feira, março 18, 2004

uns trinta centímetros de queratina, ceramidas e outras coisas mais se perderam esta tarde

* 07/09/2001
† 18/03/2004

mais informações na sequência.


luís felipe posted at 19:14


leiam:

O poeta e a caneta

Têm umas expressões que desembarcam no nosso vocabulário despretensiosamente, quase como uma firulinha, e vão crescendo e se espalhando até você ser incapaz de lembrar que um dia elas não estiveram ali. Não me pergunte por que, mas lembro exatamente da primeira vez em que ouvi a expressão "videoclipe", por exemplo. (Como era mesmo que a gente chamava os clipes que davam no Fantástico nos anos 70, antes de inventarem a palavra clipe?)

A primeira vez em que topei com a expressão "blog", coisa de um ano ou dois atrás, achei que era uma daquelas manias de Internet que só interessaria à massa de pessoas que já nasceu para o mundo conectada a uma placa de modem. Quando surgiram, os blogs foram imediatamente associados à tara contemporânea pela auto-exposição e pelo voyeurismo. Atraídos pela facilidade técnica do processo de colocar um diário na Internet, não-celebridades de todo o planeta passaram a relatar, a quem interessar pudesse, o que estavam sentindo quando acordaram, o conteúdo de suas gavetas, o quanto amavam-amavam-amavam alguém ou muito antes pelo contrário. A aldeia global foi repentinamente substituída pelo quarto de dormir global: um dia todas as fronhas terão seus 15 minutos de glória.

Os diários irrelevantes na Internet, tanto quanto os reality shows, vieram para ficar, e não adianta fazer beiço - ainda que o beiço seja a mais legítima e universal manifestação diante do desconhecido. Muita gente jovem demais para ignorar a novidade e velha demais para assimilá-la com facilidade ainda pronuncia as palavras "blogs" e "blogueiros" com um indisfarçável tom de desprezo. O que não deixa de ser engraçado. Sim, porque a esta altura do campeonato considerar blogs um gênero em si e não um mero meio de expressão é tão tolo quanto culpar a caneta pela má qualidade do poema. A Internet está lotada de páginas interessantes escritas nesse formato, assim como as grandes bibliotecas estão lotadas de livros bons e de livros ruins. (Minha dica do dia é o blog http://mblog.com/fantasma, do jornalista gaúcho Eduardo Nasi: ágil, informativo, bem-humorado e sem nenhuma linha sobre meias ou gavetas, eu garanto.)

O negócio é que já tem até filme com jeitão de blog. Estreou na semana passada em São Paulo o documentário 33, do mineiro Kiko Goifman, uma espécie de diário filmado em que o diretor narra, em clima de filme noir, sua busca pela mãe biológica, 33 anos depois de ter sido adotado. Maneirista, auto-referente, exibicionista, o filme pode gerar vários tipos de crítica, mas é impossível sair do cinema sem dizer para si mesmo "opa, tem alguma coisa diferente aí". Muita gente vai fazer beiço, mas se eu fosse você não deixaria de assistir quando estrear em Porto Alegre.


O texto é bom, mas eu teria uma pergunta a fazer para essa conservadora criatura: porque ninguém teria interesse em saber da sua vida?


luís felipe posted at 00:43


eu queria postar sobre a alegria que tenho em reproduzir uma das melhores sequências musicais que tive na minha história de fitas k7:
- Sabbath Bloody Sabbath - Black Sabbath
- Smells Like Teen Spirit - Nirvana
- The Song Remains the Same - Led
não sei se é pelos S, mas essas músicas combinam muito entre si.

enfim, Emily e eu fomos para o Centro de Vivência do vale onde rolava uma confraternização com cerveja barata (eu obviamente não bebi) e tava bem legal. É claro que estávamos na Tia Vilma antes. E é claro que estávamos na Fabico antes, qual outro lugar poderia me empurrar para a vida mundana de forma tão simples? Mas foi mais um dia de total abstinência.

O trote encerrou hoje, destaque para a campanha que será feita de repúdio a uma menina bixete. É possível que aconteça uma greve. Se acontecer, as consequências serão sérias...

adendo futebolístico: o São Gabriel, graças ao grande Altieri, conseguiu meter o Palmeiras por 2x1 em casa e só precisa de um empate pra seguir adiante na Copa do Brasil. Delenda São Paulo, habemus São Gabriel!


luís felipe posted at 00:26


quarta-feira, março 17, 2004

Esse é o primeiro post em versão banda larga.

Foram três meses de um sofrimento quase lendário para conseguir instalar isso aqui em casa.

Acho que nem vale a pena comentar a respeito. Mas agora estou 40% mais feliz, finalmente, esse computador de fato está uma coisa decente agora.

Afora o tesão incrível que dá baixar uma música no kazaa com aqueles 15 KB POR SEGUNDO. Ainda bem que meu novo HD vai comportar músicas suficientes. Misirlou do Pulp Fiction já veio (aquela que começa com as vozes da cena do assalto).

Quem viu a misteriosa AMEAÇA que veio a mim no post do trote? De quem será aquilo? O que será que vão fazer comigo? Será que sabem meu endereço, telefone, sabem a minha cara pelo menos? Será que eu gritei demais no juramento, será que cuspi em alguém enquanto declamava e essa pessoa se ofendeu? Oh meu Deus, acho que vou de ônibus blindado agora pra fabico. Minha vida corre perigo.


luís felipe posted at 14:10


segunda-feira, março 15, 2004

a campanha pra Cida na capa da playboy acabou. Fui olhar no site e não vi nenhuma referência. Então tirarei do meu blog. Pensem numa outra campanha aí que eu adoto, hehe.


luís felipe posted at 22:52


o trote da manhã foi bem legal. Apesar da incrível demora nas entrevistas dos bixos (descobrimos que a guria que ganhou o concurso Garota Gaúcha é bixete nossa, que alegria, mas tem namorado, que tristeza) e de alguns guris mal-humorados que provavelmente levaram tudo a sério, nos divertimos bastante, e eles também. Afinal não é todo dia que se entra na ufrgs, nem que toma tinta na cara, nem é todo dia que essas pessoas vão rastejar vendadas pelo pátio a procura de uma bolita pra ganhar imunidade. Já o da tarde foi meio chato, porque tinha pouca gente, e porque alguns guris resolveram avacalhar, atirando pedras nos bixos, chutando e etc. Eu acho que o pessoal da manhã deve deixar que essa gente faça o trote, se é pra acontecer dessas.

O curioso que as duas pessoas que ganharam imunidade na manhã e na tarde não farão mais trote. Que alegria. Pra nós, é claro.

O juramento ficou legal, o pessoal elogiou, procurei gritar bastante pra fazer nossos calouros entrarem no espírito da coisa. É só o começo, enfim. Amanhã tem pedágio e aula do Seben. É bom voltar à Fabico assim. Gosto muito daquele ambiente. Com caras novas e pintadas é ainda melhor.

eu tinha um comentário a fazer a respeito de uma frase dita pela Ana na tarde, mas acho que a Fe vai fazer, então ficarei calado.

Ah, vou dormir cedo hoje, milagres acontecem. Ainda mais depois que o relógio da cozinha ficou 30 minutos atrasado.


luís felipe posted at 22:22


essa letra é uma homenagem ao amigo Rafael, que está servindo na divisão de artilharia do exército, por mais uma dessas ordens estúpidas que o governo dá obrigando jovens a interromperem suas vidas para pensar em guerra, morte, e outras deliberações malogradas que seus iludidos superiores dão.

tenhamos piedade dessa gente.

The Gunner's Dream
by Pink Floyd

Floating down through the clouds, Memories come rushing up to meet me now. In the space between the heavens and in the corner of some foreign field, I had a dream. I had a dream.
Good-bye Max. Good-bye Ma. After the service when you're walking slowly to the car. And the silver in her hair shines in the cold November air. You hear the tolling bell and touch the silk in your lapel. And as the tear drops rise to meet the comfort of the band, you take her frail hand and hold on to the dream.

A place to stay. Enough to eat. Somewhere old heroes shuffle safely down the street. Where you can speak out loud about your doubts and fears and what's more, no-one ever disappears, you never hear their standard issue kicking in your door. You can relax on both sides of the tracks and maniacs don't blow holes in bandsmen by remote control. And everyone has recourse to the law. And no-one kills the children anymore. And no one kills the children anymore.

Night after night, going round and round my brain, this dream is driving me insane.

In the corner of some foreign field, the gunner sleeps tonight. What's done is done. We cannot just write off his final scene. Take heed of the dream. Take heed.


Deus queira que um dia ninguém mais mate as crianças, nem interrompa a vida delas sem saber da sua vontade.


luís felipe posted at 00:45


domingo, março 14, 2004

economia, estatística, língua portuguesa, história da imprensa, teorias de pp rp e jornal, semiologia e psicologia da comunicação. Bom pra vocês? Vamos ver se minha vida será feliz esse semestre.

Volto a ser um universitário de respeito. Mas antes tenho que organizar o meu quarto, que a situação tá horrível.

amanhã pintaremos as caras novas da faculdade, que beleza!

ainda não tô usando adsl, a brt ainda não qualificou a linha da central pra minha casa (grrrrr) mas garantem fazer isso em 24hrs. Falei com o Luís Alexandre hoje, há muito não conversava com ele. Quero ajudá-lo no que ele precisar, mas ele precisa querer também. E pelo jeito, minhas relações com o pessoal do Aplicação terminaram de vez. Nem mais me convidam para os grandes eventos, um deles foi até na Lima e Silva ontem, vê se eu posso. Com algumas pessoas não pretendo mais conviver mesmo. Mas outras me decepcionam. É seguir em frente, ora pois. Eu sempre fui meio anti-social com eles e agora estou recebendo o tratamento em troca.

Mais alguma coisa?
Um café, talvez?
Um chá com bolachas?

sugestão musical: The Who - I'm One.


luís felipe posted at 22:51


"Should I fall out of love, my fire in the light/ To chase a feather in the wind?" - Jones/Page/Plant

te vejo como uma pena ao vento, que foge de mim como quem deseja minha presença apenas pelos breves instantes da nossa comunhão. Mas não quero esse insegurança. Não quero mais essa angústia. Quero me encontrar, e talvez meu encontro comigo mesmo esteja nas faíscas que saem quando nos encontramos.

Quero ouvir o teu amor da tua boca, não apenas dos teus dedos. Perder meu coração no labirinto efêmero de nossos corpos juntos. E não sei se tudo isso vai se perder amanhã. Mas sei que só te quero se for pra morrer de paixão como hoje. Tens o dever de despir esse véu de ceticismo e confusão que me envolve, aí poderá ver esse suposto homem render-se.

Que não nos percamos um do outro, pelo menos agora.


luís felipe posted at 01:36

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