quarta-feira, outubro 20, 2004
Tava dando um erro no site da Claro e fui verificar, clicando naquele aviso "concluído, mas contém erros na página" para ver o que diabos tinha acontecido. Eis que o erro que aparece é o seguinte - 'undefined' não está definido.
Ora, seria um erro se o 'undefined' estivesse definido! Por ser 'undefined', nada mais óbvio que ele não esteja definido!
luís felipe posted at 14:54
domingo, outubro 17, 2004
Pois ontem eu parti para aquela aventura da Oktober. A Ju ficou em Porto Alegre, tinha seus motivos. Fui sozinho, portanto, porém sem liberdade para cometer deslizes, o que me proporcionou um papel que há tempo não fazia - curtir uma festa como observador, não como protagonista.
A Oktoberfest é um bailão gigante, num parque enorme e com doze mil pessoas. Foi interessante, pois eu nunca fui num bailão - óbvio que estranhei aquelas músicas e aquelas danças. Teve também o show da Reação em Cadeia, cujas últimas cinco ou seis músicas eu assisti, na arquibancada tremulante do ginásio. Não conheço Reação em Cadeia e nunca tive o menor interesse em conhecer, mas admito que é legal sentir a vibração daquelas pessoas, pulando e gritando, bem como o som muito alto movendo o chão e anestesiando os ouvidos. Rock 'n roll, cool. Mas nada demais, então sai a caminhar pelo parque.
Do lado do ginásio tinha um parque de diversões onde pessoas bêbadas iam gritar alucinadas naqueles brinquedos em que não vejo a menor graça. Atrás tinha uma exposição de tratores, máquinas agrícolas variadas, onde as pessoas iam sentar ou deitar pra espantar a ressaca. Mais a frente, dois "lonões" - um tocando uma bandinha de pop rock que o Pinky chama de Ecos (espero que nada a ver com a música do Floyd) e outro era bailão puro e simples. Foi lá que os que se prestaram a competir pra ver quem pegava mais mulher ganharam a noite - felizmente não presenciei todas as atrocidades. Tinha também um quiosque da Rádio Gazeta, onde se reuníam os camisas pretas para ouvir rock. Música boa, apesar do lugar parado.
Ainda acho que a parte mais divertida foi a ida, quando no ônibus eu - já bebendo cachaça e vodka moderadamente - Ressel, Carioca, Estágio, João, Xipô, Shay, Manu e seus amigos passamos a viagem inteira cantando de tudo. Rolou de Almir Guineto a Mamonas Assassinas, em alto volume, tanto que cheguei em Santa Cruz quase sem voz. Na chegada ao parque, o pessoal se dispersou e eu principalmente, de modo que cheguei a não encontrar ninguém por algumas horas. Fora a Anne e o Moisés, que vi várias vezes, até porque raramente saíram da praça de alimentação. Nessa praça eu comi um bauru grelhado, que consistia em um pão de hambúrguer com cinco tipos de carne dentro - gado, frango, porco, e outros dois que não identifiquei. Muito bom, mas eu tenho certeza que comi no FSM de 2003 com o nome de Entrevero. E era mais barato.
É um lugar surpreendentemente ordeiro. Parece que o pessoal está mais para ficar com todo mundo e menos para outras coisas. Vi pouca gente - em proporção - passando mal de beber. Não vi nenhuma briga, nem pessoas usando drogas pesadas. Há um clima muito agradável de respeito, pelo menos para quem não é mulher nem veste trajes sumários - essas imagino que tenham sofrido, dadas as "abordagens" que presenciei. Comprei uma caneca (que usarei na Festa a Fantasia) e levei uma placa de recordação. Foi uma noite divertida, sim, embora cansativa pra caramba. Pretendo voltar ano que vem.
luís felipe posted at 21:58