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sábado, fevereiro 19, 2005

Foram oito anos de convivência nesse quarto. Uma convivência por vezes tumultuada, mas quase sempre edificante, trazendo a mim uma série de alegrias e novidades incontestes. Aprendi muito com ele, perdi muito tempo, tive muita diversão e decepções, nada que um grande amigo não possa proporcionar. Porém o progresso, como diria Nélson Cavaquinho, é um senhor que vai derrubando tudo pela frente sem perguntar quem ou o que, e os novos padrões acabam por nos separar temporiariamente, em prol de um novo ente que dominará essa parte do quarto.

Isso é só para dizer que tenho um novo computador, muito bom, em casa e estou muito feliz.


luís felipe posted at 19:22


terça-feira, fevereiro 15, 2005

Numa dessas minhas madrugadas inúteis de férias estava mudando de canal quando cheguei ao exuberante e educativo programa do João Kléber na Rede TV. Mais precisamente ao seu quadro "Teste de Fidelidade", o qual parece um vídeo pornô com roupas, e consiste num teste que uma das partes de um casal submete a outra: a produção supostamente contrata um ator ou uma atriz para seduzir o cônjuge e ver se ele resiste ou não. Ontem, a mulher não resistiu ao teste feito pelo seu namorado, sem ela saber. Assistia eu uma cena quentíssima com um suposto ator e a suposta namorada de um baixinho bem vestido, que apenas repetia "vagabunda", "piranha", para o delírio de Kléber, narrador da cena.

Não demorei quinze minutos para imaginar que tudo era uma farsa.

Mas hoje pensando melhor, perguntei para mim: o que será pior, saber que é corno em rede nacional ou fazer papel de corno em rede nacional? Digamos que seja tudo verdade: é absolutamente humilhante a tua namorada te traindo com a narração do João Kléber. No fundo, entretanto, os dois perdem, pois a tua namorada também está sendo chamada de vadia para todo o país e com o consentimento da platéia, ainda. Caso tudo seja uma farsa e o ator que está fazendo o papel de corno não seja corno, ele não tem como provar o contrário. Vai sair na rua e ser chamado de corno, mesmo que tenha dois filhos e uma mulher que o ama em casa. Não há sequer o gosto de ter a mulher traidora sendo maldita por todo mundo: pouco importa se a outra é vagabunda ou não, ela é uma atriz e não tem nada a ver com o fato dele ser chamado de corno, senão aquele teatro no momento.

Eu não submeteria minha namorada a um teste de fidelidade no programa do João Kléber nem muito menos faria papel de corno em rede nacional, não importa o tamanho do cachê. Ainda assim, é uma questão interessante a se pensar.

Enquanto eu penso sobre esses assuntos de alta relevância no espectro humano, a câmara dos deputados elegeu um ultra reaccionário para seu presidente. Um cara que acha, por exemplo, que homossexuais são aberrações da natureza. O PT criou corvos e estão comendo seus olhos...


luís felipe posted at 20:44


domingo, fevereiro 13, 2005

caramba, agora eu gostei do meu template.

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luís felipe posted at 21:45

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