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sábado, dezembro 24, 2005

não vai ter uma versão especial natalina desta coluna, até por que não conheço ninguém que faça pastéis no natal. A busca entretanto continua, e a pastelaria visada nessa semana é a
[pastelaria da Jerônimo de Ornelas]

não tenho uma exata certeza do seu nome, acho que é "Bauru-alguma-coisa", mas na falta do nome, dou a descrição, que é
[pastelaria logo depois da Tia Wilma, quase na parada do São Manoel, ao lado de uma loja de roupas]


Quem começou a propaganda dessa pastelaria foi o Pinky, no seu moblog (cada uma que inventam), falando sobre o preço e a quantidade de recheio. Logo descobri que a Emily e o Vitor também comiam lá com frequência e resolvi experimentar num belo dia.

É sem dúvida uma das melhores opções daquela zona sem R.U, apesar de ser um lugar pequeno, com poucas mesas e muito calor. A atendente é bastante simpática, embora não seja lá muito rápida ao servir. Os preços são realmente muito bons, para o tamanho e a qualidade.
Um pastel médio pra grande, muito bem recheado, pode sair até por 1,60 (se for só de carne). Essa é outra grande vantagem dessa pastelaria: a variedade de preços. Dá para escolher dos pastéis mais simples e baratos até um bizarro tomates secos, champignon e cheddar (segundo a Emily e a Renata, uma combinação absurda).

Quando lá comi, fui direto para o carne com cheddar, uma das melhores combinações que já vi em pastel. Paguei 2,10, era grande e bom. Porém, não era melhor que o melhor pastel de carne com cheddar da cidade, o do Cenoura Pastéis. O pastel do cenoura é feito com aquela massa falcatrua de cheddar que tem um requeijão como base, mas provavelmente tem pedaços de cheddar dentro, o que deixa o pastel muito mais saboroso e com gosto mais forte. Já o da Jerônimo não, provavelmente só tem a mistura falcatrua de cheddar. Não deixa de ser bom por causa disso, evidentemente.

A massa é quadrada, clássica, provavelmente apertada com um daqueles instrumentos de apertar. Isso torna o pastel muito mais saboroso e menos gorduroso, já que aquele tipo de massa não acumula gordura no seu interior.

Os pastéis doces dali também são bons, embora muito cremosos e enjoativos. Os pastéis de chocolate tem um LAGO de chocolate dentro, o que causa muitos "nhams" quando vemos pela primeira vez e muitos "ais" quando aquele líquido quente derrama nos dedos. Aliás, essa é uma grande falha nas pastelarias que conheço: por que ninguém faz pastéis de chocolate como fazem crepes?

Crepes de chocolate são feitos com chocolate de verdade, em barra, a maior parte deles com Baton. Os pastéis de chocolate são feitos com aquelas misturas de negrinho, com leite condensado, manteiga e nescau, o que torna mais rentável. Porém, em pastéis grandes como o da Jerônimo, aquilo além de ser enjoativo é um desespero para quem usa roupas brancas, tem a pele sensível e não muita habilidade com tratos manuais. Ninguém merece levar um banho de chocolate quente nas mãos de sobremesa.

Como o pastel da Jerônimo mata a fome, é saboroso e tem variedade, leva uma nota 7,5. Poderia ser melhor não fosse um lugar tão pequeno e quente, e se inovasse um pouco mais nos doces.


luís felipe posted at 16:09

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