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quarta-feira, novembro 23, 2005

"não se afobe não que nada é pra já
o amor não tem pressa, ele pode esperar
no silêncio
num fundo de armário
na posta-restante
milênios, milênios no ar
e quem sabe então o rio será
alguma cidade submersa
os escafandristas virão, explorar sua casa
seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"


coisa de gênio, não é mesmo? Chico Buarque.


luís felipe posted at 01:21

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