segunda-feira, janeiro 03, 2005
voltei, um dia antes do combinado, pois a carona com o meu irmão custa menos do que a passagem. A perspectiva para janeiro é aproveitar o FSM e tirar de uma vez por todas a carteira de motorista. Não gosto muito de adiar as coisas mas isso está tomando proporções assustadoras - falo desde julho que vou fazer, vou fazer e nada.
Floripa é um lugar maravilhoso para pôr os parafusos no lugar, avaliar o que fica de bom ou ruim e respirar fundo pois novos desafios nos aguardam. O clima foi quase perfeito, não fosse o sábado nublado e o sol escondido em quase todos os finais de tarde. Mas floripa é assim, o clima, os morros, etc. Passei as festas com a mãe, a tia teresa (aquela do celular) e a família do Geraldo, amigo de infância das duas, que consistia no próprio, sua esposa, sua cunhada e dois piás, o filho de 12, o sobrinho-neto de seis. Senti-me um peixe fora do aquário, mas dane-se, esquecer a boemia por alguns dias é bom também. Eles todos seguirão viagem para São Paulo, Ribeirão Preto e arredores. Eu decidi voltar pra PoA, com a casa sozinha por um mês.
Que beleza.
Ainda há a perspectiva de voltar em fevereiro, com o Paulo, vamos ver se a grana vai dar. Eu posto às seis e onze da manhã porque cheguei de viagem às cinco e descobri que perdi totalmente o sono, ainda que tenha vegetado por umas boas horas na freeway e na estrada do mar. Tenho coisas a fazer hoje, nü-year comin', problems changin'. Não há mal que perdure nem há bem que não se acabe.
dois aliases:
- devorei o On the Road, do Kerouac, um dos livros da lista de não-lidos feita lá em julho. O livro é viciante, fluido, contagiante. Não é a toa que Bob Dylan fugiu de casa após lê-lo. Também fugiria, se estivesse nos EUA e nos anos 60. Recomendo para aqueles que não se importam muito com estilo literário ou histórias com começo e fim, mas pretendem ler boas histórias de caronas, mulheres, drogas e jazz.
- hoje farei minha última tentativa de conseguir a barraca do meu irmão a fim de ir para Três Coroas. Tenho de fazer também uns cálculos monetários e tal. Vontade não falta.
luís felipe posted at 06:11