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terça-feira, dezembro 21, 2004

Sabem vocês que agora há pouco - são 8:11 da manhã quando começo a escrever isso, tive uma noite péssima - estava escrevendo um post bem triste e tal. Janelas e portas fechadas, ouvindo Elis Regina. "Os que compram o desejo/ pagando amor a varejo/ vão falando sem saber..." Não tive motivação nem pra comer e ler o jornal. Dormi de lentes inclusive, a Karine sabe que isso faz tão mal quanto aquilo que comentava que me fazia mal.

Só que agora eu abri a janela e vi o sol. O sol é do caralho. Tá um dia lindo, poucas nuvens no céu, aquele manto azul supremo sobre as nossas cabeças. O frescor habitual da manhã nas árvores do meu bairro. Fiquei admirando tudo isso. Tempo que não levava um choque ambiental tão grande, é como se tivesse sido levado de um mundo de amarguras para um mundo bem legal.

Pensando nisso, acho que vou caminhar. Não, vou correr, faz tempo que não corro. Pegarei meus tênis, meu calção e percorrerei alguns quilômetros. Viverei com o cinismo dos sambas alegres que não podem ser feitos sem uma tristeza. Farei então a coisa mais útil pro meu coração nas últimas semanas mesmo sabendo que ele está doendo. Farei por ele, porque ele precisa bater por coisas mais edificantes, que dão um retorno melhor do que o orgulho apunhalado.

Que o suor caindo do corpo leve consigo todo o fel que carrego.

  • Tirei A com a Márcia. Senti-me muito culpado. Vivi às turras com ela o semestre inteiro.
  • Comprei o Mestres Selvagens. A natureza dos jogos de D&D não será mais a mesma.
  • A peça que apresentei ontem foi muito boa, pena que não vi tudo. O pessoal tava muito concentrado, não só porque usamos um mínimo de texto como porque o Gabriel é um excelente improvisador. Quatorze anos. Espero que não largue o teatro.
  • Esse blog resistirá feito partisan à peste que vem abatendo os blogs, matando por exemplo o da Julia e o do Rodrigo.
  • O happy-hour no Pingüim foi uma das coisas mais divertidas que fiz nos últimos tempos. Avisem a Ana que quero aquelas fotos.
  • trilha sonora: O Mestre-sala dos Mares. Essa música me arrepia. "Glória/ A todas as lutas inglórias/ Que através da nossa história/ Não esquecemos jamais/ Salve/ O navegante negro/ Que tem por monumento/ As pedras pisadas do cais." É a história de João Cândido, o líder da Revolta da Chibata, esquecido pela história oficial por muitos anos. Já inauguraram alguns monumentos em sua homenagem, provavelmente escoltados pela excelente poesia de João Bosco e Aldir Blanc.


luís felipe posted at 08:11

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