sexta-feira, novembro 12, 2004
Mira meus olhos.
O que um dia foi a mais profunda tristeza
Hoje se perde
Na confusa resignação do nosso olhar.
Desvia teus olhos.
O teu peito reclama por não pensar
No que afogaste dentro dele,
Um feliz momento, hoje naufragado.
Disfarça teus olhos.
Tire-os da minha frente
Não quero mais ver em todos os rostos
O mesmo sorriso que se perdeu.
Façamos de nossa vida
Um contínuo rio que segue.
Tentarei deixar pra trás as mágoas
Em algum poema qualquer
Numa noite solitária de primavera
Como todas as outras noites
Da minha vida o foram.
luís felipe posted at 02:01