segunda-feira, outubro 25, 2004
O sol me trazia um momento sublime
A ascensão e queda da força maior
Da minha querida Terra
Eu encobria-o com a névoa do fumo
Fazia do céu peça do meu jogo
De máscaras e sombras
Prazeres e perfumes
Olhares verdes enviesados
O sol sorria para meu impulso
De deixar-me queimar por ele
Mas o jogo acabou
Eu perdi
Nada me restava senão a sombra
E a névoa
Eminente, profunda
Da minha psique perdida
Um dia o sol voltou a brilhar
Eu o desdenhava
'Que chato é esse ritual
Se repete todo dia
E ainda o julgam espetacular..'
No dia seguinte fui à rua
Ele pairava sobre o céu azul
Senti no meu rosto o seu calor
O abraço dos seus raios
Enterneceu meu coração
Pois então, rendi-me.
Contemplei o seu ocaso da janela
Esperei incólume a aurora.
Sem pensar que à noite
Poderia aproveitar o tempo
Porque não se aproveita o tempo
Sem satisfazer o coração.
luís felipe posted at 02:12