domingo, setembro 12, 2004
na sexta teve uma das chinelagens mais divertidas que já fui. Destaco o jogo de sinuca reversa inventado por mim e pelo Ricardo, melhor jogador brasileiro da modalidade. Vi as fotos d'A LENDA Rafael Barfknecht, apresentei-o aos bixos, claro que sob muita reverência. Destaco também a operação blecaute desencadeada por mim, pela Cecília, pela Fafá, pelo Macki e pelo Cristiano, que depois nos trairia acendendo a luz primária do saguão. A operação blecaute iniciou-se após uma ameaça do segurança que retiraria das dependências da fabico quem apagasse a luz que ficava entre o Dacom e o elevador. Cecília e eu, entediados, vimos o absurdo de autoritarismo do gordinho e resolvemos pregar-lhe uma peça - primeiro apagamos a lâmpada citada e saímos correndo, depois resolvemos apagar as TODAS as lâmpadas do ambiente e sair correndo. No princípio, as luzes se apagaram por um segundo, depois por quase TRINTA segundos, revelando o sucesso total da nossa parceria.
Saindo de lá apresentei ao bixo Tales os tortuosos caminhos da praça Parobé de madrugada, que ele por sorte não conheceu mais a fundo, pois sua lotação já estava parada à sua espera.
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Sábado, fiquei sabendo que tenho uma peça pra apresentar na Sociedade dia 20/12 e na mesma tarde fui fazer rancho com minha irmã. Aliás, pergunta relevante: alguém sabe porque um dos salgadinhos Elma Chips Sensações chama-se "toque de sal"? Ora, se é um SALgadinho, nada mais EVIDENTE que tenha um toque de sal! Eles deveriam cobrar mais barato por NÃO ter o sal, e não mais caro por TER o sal.
De súbito, colega Xipô me liga para um corujão numa LAN house qualquer. Marquei numa do Lindóia, fomos eu, Ressel, Marcus estágio, Luiz carioca e seu irmão viciado Rafael. Foi divertido, mas bem mais cansativo do que eu imaginava. Lá pelas cinco da manhã não tinha mais saco pra jogar. O mais preocupante (além da TARA das criaturas pelas machine guns e pelo perigo de levar um míssil na cara em Stalingrado - ou dois, como viu o Carioca) é que algumas crianças são realmente fissuradas na coisa. O carioca ganhou 5 horas grátis na loja e mesmo depois de ter jogado uma NOITE INTEIRA, uns guris saíram MORDIDOS ao final da peleja por não ter ganho as horas. O vício do jogo é algo preocupante. Depois dei uma ótima caminhada até em casa, que serviu pra desintoxicar o corpo - oito horas sentado não é fácil.
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Assisti dois filmes, ontem e hoje: Lost in Translation e o documentário Eram os Deuses Astronautas?. O primeiro, que para os perdidos levou aqui em pindorama o famigerado título Encontros e Desencontros, é um bom filme, nota 7,5. Não é todo aquele absurdo que os cinéfilos dizem ser, um dos melhores filmes dos últimos tempos. Mas é um filme leve, inteligente, uma história absolutamente verossímil, bom roteiro, boas interpretações. É um trabalho bem competente, digamos. Trabalham muito em cima da imagem da Scarlett Johansson - que é linda - e o Bill Murray tem uma interpretação acima da média como o ator. Além do que achei ele parecido com o Milman em muitos pontos. É, Luís Milman, nosso amado professor de semiologia.
Já "Eram os Deuses..." é pura viagem. Tudo bem, eu acredito em extraterrestres, porque como diria Carl Sagan em Contato, seria muito egocentrismo (e também seria pouco inteligente) afirmar que em trilhões de corpos universais apenas a Terra contenha vida, mas não acredito tanto assim nas afirmativas do Erich von Daniken. Claro, ele não prova nada, apenas questiona, deu pra entender que esse era o princípio da coisa, só que ele questiona por exemplo a capacidade que teriam os aztecas de construir as suas pirâmides, o que a meu ver é ridículo. As teorias sobre o platô de Nazca, a Ilha de Páscoa e a estátua de Ramsés (que para ser RECUPERADA precisou de três anos e os equipamentos mais modernos do século XX) são coerentes, ainda que não dê pra levar tudo a sério.
E domingo à noite é dia de ICQ.
luís felipe posted at 19:49