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domingo, agosto 22, 2004

amanhã começam as aulas e o Canali vai ter bastante assunto, se é que Fundamentos de TV será trabalhado da mesma forma que História da Imprensa. É que duas das revistas de maior circulação nacional estão armando um barraco que grandes proporções. Tudo começou com essa reportagem veiculada na revista IstoÉ da semana passada, que revela uma farsa armada pra cassar o deputado Ibsen Pinheiro, onde a Veja teria cometido erros propositais. A Veja respondeu chamando a IstoÉ de fraudulenta e o jornalista Luiz Costa Pinto, principal acusador, de estelionatário, numa reportagem onde chutaram pra longe a classe e o respeito com a concorrente, acusando a revista até de vender capas. Vale a pena conferir a peleja.

Sobre o caso, acho que a matéria da Veja deixou claro que Ibsen foi sacaneado, mas se isenta do fato. Esse trecho, por exemplo: A razão é simples: a cifra de 1 milhão de dólares não foi um erro de VEJA, e muito menos intencional. Foi um erro da CPI do Orçamento, divulgado, repita-se, por todos os grandes órgãos de imprensa. Esse erro foi corrigido por VEJA na edição da semana seguinte. Tem também esse: Esse milhão de dólares, como VEJA viria a esclarecer na matéria seguinte, era na verdade o total da movimentação das contas de Ibsen entre 1989 e 1993, e somente isso. Movimentar, no jargão bancário, não significa ter, explicou VEJA, diante da confusão da CPI. Depois a revista bem com essa - Ibsen não foi alvejado por VEJA no auge de sua carreira política. Ele vinha se arrastando em acusações e acabou cassado porque não soube explicar a seus pares a origem de determinadas quantias depositadas em suas contas ? depósitos e movimentações que variavam a cada semana, por absoluta inépcia da CPI do Orçamento..

O que eu entendi foi o seguinte: a CPI cometeu um erro que foi divulgado em diversos órgãos de imprensa e esse erro balizou uma denúncia falsa, de que Ibsen teria um milhão de dólares na sua conta. Ibsen foi cassado, segundo Veja, porque não soube se explicar - mas como uma pessoa vai saber explicar uma denúncia falsa e dúbia, se ela nem sabe a sua origem? Nem vou falar da matéria da IstoÉ, não só porque não a li inteira como porque vi que algumas questões da matéria não foram respondidas por Veja. Mas ficou evidente, pra mim, que Ibsen foi vítima de armação, talvez não da imprensa, mas dos congressistas.

Um exemplo de como a Veja chuta o balde é esse = Hoje, Ibsen quer voltar à política. Candidatou-se a vereador em Porto Alegre. A fraude de IstoÉ/Lula é, assim, uma peça de propaganda política . Segundo eles, Ibsen fraudou uma revista de circulação nacional pra se eleger vereador, uma denúncia que agride a lógica e o bom senso. Se alguém quer formar a opinião dos eleitores é Veja, que ao lado dessa denúncia publicou o caderno Veja Porto Alegre, com informações culturais e de lazer da cidade, voltando seu conteúdo para os assinantes da capital e assim fazendo a anti-propaganda de Ibsen.

Há muito tempo ouço que Ibsen foi acusado injustamente e pra mim isso é a prova. Não sei vocês. As matérias estão aí pra serem analisadas. Além do que não deixa de ser divertido ver veículos que se dizem equilibrados e éticos se digladiando em público.


luís felipe posted at 17:03

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