YOUR TITLE HERE

quarta-feira, agosto 18, 2004

Esperava eu a disputa do bronze com o brasileiro Leandro Guilheiro segunda, quando vi uma luta entre uma francesa e a holandesa Deborah Gravenstijn. Os franceses estavam feridos pela derrota do seu judoca (que havia derrotado o brasileiro) para o russo Makarov. A francesa mostrou uma superioridade absurda, fez três koka e um yuko, massacre absoluto. Faltando 30 segundos, a holandesa conseguiu um ippon e foi pras finais. Confesso que me emocionei. A treinadora dela chorava, incrédula, enquanto ela não parava de pular no tatame. Acabou com o bronze.

---

Falando em judô, outro momento engraçado foi quando um lutador neozelandês pegou um turco pelos dois braços e jogou na lona, para surpresa de todos. Só que isso foi no boxe, e o neozelandês foi desclassificado.

---

Sala de Redação, terça-feira.
"Mas porque o judô tem dois medalhistas de bronze?"
"Porque tem várias modalidades diferentes, pra diferentes pesos"
"Não foi essa a minha pergunta."
"Ah, então tu acha que o de 120 kg luta com o de 60?"
"Claro que não!"
"Por isso que tem vários medalhistas."
"Não, não são vários, são dois"

até que eles descobrissem em consenso que haviam dois medalhistas de bronze por categoria, que por sua vez é dividida em pesos, esses profissionais da comunicação demoraram muito.

logo depois, chamaram um especialista em história grega:
"Teve também aquela grande história de Filípedes, que era um ateniense, o melhor esportista da sua época, mas que era cobiçado pelos espartanos, que imaginavam ver em Filípedes um grande guerreiro..."
"Gol! Gol do Brasil. 7x0 na Grécia."
"Escuta" - fala o Lauro Quadros para o historiador - "naquela época todo mundo saía do armário, né? Quase todos assumiam a homossexualidade..."
Aí eu desisti do rádio e fui comer chocolate.


luís felipe posted at 17:06

profile



links



tagboard



archives



credits.