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domingo, julho 04, 2004

a daiana me diz: "Estudante tem de ser mais que super-homem".

não acho que seja pra tanto, mas a coisa tá difícil. Vou mudar um pouco de assunto falando da final da Eurocopa.

os gajos jogam e os helenos ganham de 1x0

Pra manter o nível listrado do restante do contexto futebolístico mundial, a Grécia enfiou Portugal e juntou-se à Once Caldas, Santo André e Porto entre as zebras que viraram campeões. Deve ter quebrado algumas bancas de apostas por aí, e garantiu a alimentação do colega Léo Maltus, que levou pra casa o xis apostado no blog do menezes.

A esquadra de Otto levou pro Estádio da Luz o puro estilo alemão de jogar: uma defesa organizada, estilo de jogo pragmático, finalizações letais. Contra a França foi exatamente do mesmo jeito. O meio campo francês foi muito superior, trocava a bola pela intermediária mas não conseguia entrar na área, seja pela ineficiência de Trezeguet ou pelo bloqueio defensivo. Tomaram um gol de cabeça num cruzamento perfeito. Troque Trezeguet por Pauleta , francês por português e o contexto é o mesmo.

Eu só vi o segundo tempo, mesmo assim depois dos 55 minutos. Mas meu irmão e o amigo dele concordaram comigo: Felipão provou do próprio veneno. Vários títulos ele venceu com o Grêmio jogando da mesma forma que os gregos, muita organização tática, jogada pela ponta, cruzamento pra área. A diferença, e bem observou o Rodrigo, é que os gregos eram frios e calculistas, enquanto os gremistas sempre foram mais pela empolgação e pela garra.

O bom é que agora o noticiário esportivo gaúcho vai cair na real e parar com aquela babação de ovo insuportável em cima do Felipão. Quem acompanha a coluna do Mário Marcos de Souza, por exemplo, têm a impressão de que o bigodudo é um SEMIDEUS - só fala nas suas vitórias, nas suas frases de efeito, até a motivação da torcida portuguesa é atribuída a ele. Não duvido que alguns tenham a cara de pau de culpar algum jogador pela derrota, como se Felipão nunca errasse, apenas os seus comandados.

Entretanto, não há como tirar os méritos do xará: Portugal NUNCA chegara à final de campeonato algum antes dele. Além do mais, a seleção estava bem desacreditada, com os fiascos nos amistosos, a pressão da imprensa lusa e a derrota na estréia. Ele mais uma vez mostrou competência. Se em 2002 ele patrolou os operários de Rudi Völler, dessa vez os operários de Otto patrolaram ele. Um dia é da caça, outro do caçador.


luís felipe posted at 23:36

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