sábado, julho 03, 2004
um dos poucos poemas otimistas que escrevi - canção de glória.
Que das noites lindas desta lua
Surja um clarão de céu e de bondade
O amor, ser imenso das venturas.
Vibrará nos céus por toda a eternidade.
Sonho com uma luz crescente
Vindo a mim e revelando o infinito
Nos beijos da ninfa vejo presente
O esquete do meu sonho mais bonito
Alcanço o Éden mais magnífico
E serei sempre melhor do que sou agora
Ígnea virtude de um lindo querer
Lá nem o mais triste dos homens chora
Vôo feliz por ser imortal
Caio, levanto, sorrio em silêncio.
Feliz é o que sente tudo por querer
Palavras inexistem; o falar d?alma é denso.
Total será aquele que alcançar
O poder da Mesquita do Encantamento
Nada nos mundos será mais intenso
Que o seu ser, onipresente como o vento.
Não encerrará jamais o seu trabalho
Ao descansar, sua luz iluminará os céus.
Sorridente a lua então te acordará
Despindo o dia em todos os seus véus
Findarão-se então todas as maldições
Máscaras se quebrarão num supremo amanhecer
Poderei enfim nas nuvens me deitar
Comemorando o mal de todo arrefecer.
E neste dia, haverá vida pra quem vive.
Cura e amor pra quem de dor padece
Alegria pros que de desgosto vivem
E sabedoria, virtude de quem merece.
Comandarão o mundo então os sentimentos
De amor, fé, certeza, justiça e paz.
Quando acordo, vejo a vida toda fluindo
E percebo que é preciso muito mais.
luís felipe posted at 17:41