sexta-feira, janeiro 23, 2004
trabalho final de filosofia segunda, de linguística na terça, reescritura e prova do Seben na quarta, prova de linguística mais envio da síntese de teoria na quinta e trabalho final de teoria na sexta.
ACABOU!
Agora só no próximo semestre, onde já seremos veteranos.
Ontem fui numa festinha meia-boca chamada pasárgada, mas deu pra dançar e se divertir. O engraçado é que na casa da Emily (onde passei a noite de novo) já sabem meu nome e me dão a chave pra entrar. Nunca achei que fosse me intrometer tanto na vida de uma família sem sentir remorso :-)
Hoje, apresentei o melhor trabalho da minha vida. "Seminário de pessoas normais sobre autores normais", o nome que eu dei para o seminário onde Rafael Peck apresentou Gilles Deleuze; João Marcos, Fritjof Capra; Luiz Carlos Jr, Agnes Heller; Júlia Dantas, Paul Virilio, o polvilho; Lucas Jones, Pierre Lévy; eu, Jean Baudrillard; e Dani Prytoluk, Gilles Lipovetsky. Eu não sei quais nomes ficarão mais importantes para a história, os primeiros ou os segundos. O Peck foi a mais completa tradução do delírio na apresentação do Deleuze. O João, com toda a sua tranquilidade, deu toda a entonação da leveza do Capra, que terminou com uma entrada triunfal e provocativa do Luiz Carlos, detrator pessoal do Capra:
"Pra mim, esse cara é a personificação da falcatrua na Terra!" Perfeito.
Ele deu sem dúvida o melhor conteúdo possível pra Agnes Heller, muito claro e direto. Depois saiu com um toque no celular (que eu dei) para a entrada da Júlia, que com sua fíníssima ironia e um charmoso descaso dissecou o apocalíptico Paul Virilio na nossa frente. Lucas então entrou batendo forte na porta e dizendo que o "polvilho" só falava abobrinhas, pra apresentar o seu oposto, o otimista Pierre Lévy. Ele conseguiu quebrar a formalidade com comentários sagazes. Depois eu dei água pro Lucas e entrei, dizem que fui bem, improvisei várias coisas na hora, como o momento em que parei e disse "Todos vocês estão simulando!" que é uma idéia do Baudrillard. Não poderia ter sido melhor a risadinha do outro Luís, um colega nosso, que deu base pra que eu continuasse o assunto.
Aí entrou a Dani e seu autor Gilles Lipovetsky, que é um cara que fala sobre a moda, o estilo, a mulher. A conjunção de imagens coloridas do data show trazido pelo Lucas somado aos óculos escuros da Dani e aquele corpo de modelo foi um espetáculo digno de registro. Pena que não levei minha máquina fotográfica.
A Malu, nossa professora, adorou, e eu adorei mais ainda a sua iniciativa. Eu fiquei tão emocionado que errei três vezes em bola depois quando fui jogar sinuca. Meus dedos ainda estão tomados por esse afã, o que me faz não parar de escrever!
O pessoal vai comemorar o final do semestre em algum lugar hoje a noite, pretendo ir. Mas antes visitarei meu pai, e depois atualizarei o blog com alguma novidade, se for o caso
música: O Maltus (que chamam de Léo entre nossos veteranos, mas eu sempre chamarei de Maltus por afinidades escolares) tocava Over the Hills and Far Away do Led Zeppelin quando subi pra postar isso. Uma das frases da música:
"Many dreams come true, and some have silver linings/ I live for my dream and a pocket full of gold"
Pra que sonhar com prata se podemos ter ouro na mão?
luís felipe posted at 17:42