sábado, janeiro 31, 2004
vou aqui publicar um poema meu datado de outubro ou novembro, que é a minha resposta geral para alguns fatos que acontecem.
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Quem dera
Que o amor fosse um verso
Toda pessoa seduzida
Fosse rendida tal caneta
Às mãos do escritor
Quem ama, porém, não versa
Versos são espelhos do ego
Amar é ser altruísta
É adorar.
Versos livres, como o meu, nada dizem
O que diz realmente é a canção
Cantar envolve melodia
Notas afinadas, tablaturas
Cifras, sincronias, pestanas
Vozes, tambores e ritmos
Poemas qualquer um faz
Só pegar um papel e caneta
Talvez um lápis, ou giz de cera
Não é preciso nenhum teatro
Nenhuma letra pra ser decorada
Nenhuma corda, afinação, acompanhamento
O amor, na verdade, está na música
Repleto de jogos
Ações sincronizadas
Belezas concretas, esquematizadas.
O poeta é tão somente um bardo
Da lírica, filho bastardo
Do amor, lobo vira-lata
Uiva pra lua enquanto o astronauta
Meticuloso e hábil na melodia
No satélite se faz presente.
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Os poetas são marginais da lírica, ela de verdade está na música. Em breve retomarei o assunto.
´música: Panis et Circensis - Mutantes
vou ver a peça do Érico.
luís felipe posted at 17:48