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domingo, janeiro 25, 2004

estou me sentindo muito carente, e isso não me faz bem.

Vou postar aqui uma música na qual pensei enquanto vinha pra casa:

"Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quero assistir ao Sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar" - Candeia.

Estou cansado de abraços frios, beijos sem gosto; carinhos sem troca, carícias sem volta, amores para o nada; falar sobre coisa alguma com ninguém. Cansei de estar acompanhado de muitos e continuar sozinho. Cansei de esperar que o telefone toque me chamando porque alguém necessita da minha presença; tenho um coração quente que está condenado na geladeira do meu ser insensível para todo o sempre. Acho que ninguém precisa de mim, não consigo sentir o amor em nenhum lugar.

Só peço a quem me conhece que não se esqueçam de mim. Eu existo e preciso de vocês.

No meu peito, o vento do vazio vem forte, derrubando as árvores da esperança, matando os frutos do sentimento e tornando árida a terra do afeto. Todos querem errar com todos, ninguém quer errar comigo.

Por isso me torno errante.

Sei que ninguém vai comentar a respeito desse post, esse zero logo abaixo apenas será a concordância com tudo o que eu disse. Todos somos atores, eu sou um mero figurante sem cachê nem motivo pra estar na cena.


luís felipe posted at 15:46

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